O dia em que conheci Jesus. Pra. Laina Aguiar compartilha mais um momento do seu diário.

Decidi começar bem pelo começo: a contar o dia que conheci Jesus.
Toda gente, se não nasceu num lar evangélico, tem uma vida antes e depois de Jesus. Não há escapatória. E eu, como não nasci num lar onde Jesus era o centro, vivi uma vida muito bem vivida sem Ele.
Isso é possível? Bem, aí é onde começa a nossa aventura.
Viver sem Cristo é muito fácil, e eu posso garantir-lhe isso, porque vivi sem Ele até os meus 24 anos, mais precisamente até o dia 13 de agosto de 2006. E como isso mudou? Chegaremos lá.
Sempre fui uma menina alegre, extrovertida e cheia de amigos. Não me faltavam companhias para tomar uma cerveja gelada, fosse ou não fosse fim de semana. De segunda a segunda, havia os companheiros, ou “eiras”, de copo para me acompanharem em minhas aventuras pela linda e agitada noite de Salvador.
Há quem ache que na capital baiana não se tinha nada para fazer nas altas horas naquele tempo, mais uma vez posso garantir que sim e muitas eram as opções para se divertir e cair na farra, bastava saber procurar. Os becos e ruas da cidade escodem muito mais bares e festas do que as curvas da orla podem oferecer. Isso é um fato! Me desculpem os desavisados e desconhecedores da cidade soteropolitana. E tenho muitas testemunhas que podem corroborar essa conversa aqui. (Gargalhadas).
A vida sempre foi muito boa enquanto estava na rua e na companhia de amigos e, quase sempre um namorado. A solidão chegava mesmo era quando a cama e o travesseiro eram os únicos a ouvirem a minha voz ou as minhas lágrimas. 
Hoje não entrarei na minha infância, tenho certeza de que não faltarão oportunidades para isso, quero focar no dia em que finalmente decidi aceitar o convite do Senhor para segui-Lo, e começar a viver uma nova história de vida. E sim, voltaremos ao meu tempo de farras, amigos, bebidas e drogas. A lista da transformação é bem grandinha.
Mas como eu finalmente conheci Jesus?
Era um domingo. Dia dos pais. E nessa época eu já morava sozinha, numa casa bem pequena e numa rua bem conhecida dos moradores do bairro de Itapuã. Rua da Água Suja, era assim que se chamava. Ela estava quase sempre suja e inundada. Inundada de carro nenhum poder passar e só os corajosos se enfiavam “rio” a dentro para chegar ou sair de casa. Neste dia não haviam águas, mas eu não desejava sair da cama para ir ter com meu pai e almoçarmos todos reunidos para comemorar o Dia dos Pais. Porém, mais do que a minha vontade, eu precisava ir, mas não lembrei do presente e nem pensei nisso para ser bem sincera.
Após o almoço meu pai sempre tira a “soneca da tarde”. É sagrada! Faça chuva, sol, faça o que for, ele vai descansar depois do almoço. E era a hora de dar tchau. Então já se sabia que a tarde, para mim pelo menos, não seria tão longa e eu poderia voltar rapidamente para a minha cama, meu lugar de aconchego aos domingos, quando não estava no bar com os amigos, mas nesse dia meu pai não iria tirar a soneca sagrada, pro meu espanto. Ele tinha um compromisso inadiável, que conseguiu fazer com que ele quebrasse a sua rotina de vida, ir a sua igreja. Era dia de agradecer ao Pai dos pais, por ter o privilégio de ser um pai também. Eu queria ir embora, essa era a minha oportunidade, mas indignada diante do fato dele não ir descansar depois do almoço, que nos deixaria (eu e meus irmãos, falaremos neles depois) sozinhos na mesma, questionei a decisão dele com toda autoridade que uma filha tem quando quer cobrar algo do seu pai. (risos). E tive uma resposta bem típica do pernambucano que estava em minha frente, e que tem uma resposta rápida na ponta da língua para qualquer questão, ainda que cause desconforto em quem quer que seja. Engraçado, disse ele, você vem na minha casa no Dia dos Pais, não traz nem uma caneta pra mim de presente e agora quer me impedir de ir à igreja louvar ao meu Deus por este dia? Era só o que me faltava. Já que você não trouxe nada, porque pelo menos não me dá o prazer de ir comigo no culto?
Sem resposta e envergonhada pela falta do presente, aceitei o convite e fui ao culto com ele.
Bem, o culto havia sido preparado pelo próprio Espírito Santo de Deus, e era impossível sair dali sem reconhecer a grandeza e amor do Senhor por mim. Essa não foi a primeira vez que eu havia entrado em um templo para assistir a uma pregação, mas foi a primeira vez que eu não tive dúvidas de que o sacrifício de Jesus na Cruz foi feito por mim também. E quando o pastor fez o apelo para a salvação, eu, me derramando em um rio de lágrimas e emoções, levantei a minha mão e fui diretamente ao Altar.
“Porque Ele amou o mundo de tal maneira, que DEU o Seu ÚNICO Filho para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo 3:16
E quando relembrei esse versículo da Bíblia, e um dia contarei porque já o conhecia, percebi que Ele morreu também por você, que lê essa história de hoje. E por isso quero te convidar a fazer uma pequena oração comigo.

“Pai, em nome de Jesus eu me arrependo dos meus pecados. Reconheço que Jesus é o único e suficiente Salvador. Escreve meu nome no livro da vida, pois eu quero ter o Seu Espírito Santo em mim para me guiar e direcionar em meu caminho a partir de agora. Em nome do teu filho Jesus, eu oro.”

Mesmo que você já tenha feito essa oração antes, vale sempre a pena reforçar a nossa entrega a Deus.

Espero sinceramente que esse comecinho, tenha feito você, que já se entregou ao Senhor relembrar a sua experiência também e agradecer a Ele por ter esse privilégio. E você que fez hoje pela primeira vez, também já pode começar agradecendo.

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