Príncipe herdeiro da Arábia Saudita defende existência da nação de Israel

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, declarou que os israelenses têm o direito de viver pacificamente em sua própria terra, em entrevista à revista norte-americana The Atlantic.

Questionado se os judeus têm direito a um estado-nação em parte de sua terra ancestral, o príncipe respondeu: “Acredito que palestinos e israelenses têm o direito de ter sua própria terra. Mas temos que ter um acordo de paz para garantir a estabilidade para todos e ter relações normais”.

Israel não é reconhecido oficialmente pela Arábia Saudita, local onde surgiu o Islã e palco dos santuários mais sagrados da religião. Assim como outros países árabes, a nação exige a retirada dos assentamentos israelense conquistados na Guerra dos Seis Dias em 1967.

“Temos preocupações religiosas sobre o destino da Santa Mesquita (Domo da Rocha) em Jerusalém e sobre os direitos do povo palestino. Isso é o que temos. Não temos nenhuma objeção contra qualquer outra pessoa”, disse o príncipe Mohammed, que está nos Estados Unidos para angariar investimentos e apoiar esforços para conter a influência do Irã.

O aumento da tensão entre Teerã (capital iraniana) e Riad (capital saudita) alimentou especulações de que a Arábia Saudita pode trabalhar junto com Israel a fim de combater a ameaça iraniana.

“Há muitos interesses que compartilhamos com Israel e, se houver paz, haveria muito interesse entre Israel e os países do Conselho de Cooperação do Golfo”, acrescentou o príncipe Mohammed.

Pela primeira vez, a Arábia Saudita abriu seu espaço aéreo para um voo comercial com destino a Israel no mês passado. Esse movimento foi considerado pelas autoridades israelenses como histórico, após dois anos de esforços.

A Arábia Saudita condenou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Na época, no entanto, autoridades árabes disseram à Reuters que Riad estaria desenvolvendo uma estratégia mais ampla para um acordo de paz israelo-palestino.

Com informações da Reiters

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