Essa semana a Pra. Laina Aguiar compartilha um texto onde ela conta porque decidiu por Jesus.

Porque decidi por Jesus?

Essa é uma pergunta que muita gente faz-me quando descobre que converti-me ao Senhor Jesus: porque você decidiu viver para Cristo se você sempre teve tudo? Você sempre foi alegre, dançarina, com muitos amigos, profissão, uma jovem sempre bem sucedida nas coisas que fazia, mas então porque se converteu?

Porque todo mundo pensa, e eu também pensava, que quem aceita viver pra Jesus e começar a frequentar uma igreja é porque morreu. Chegou ao fim da vida, está tudo sem graça e sem sentido, então essa é a última saída. (Gargalhada), na verdade é a melhor saída e o começo de uma nova vida.

Bem. Há muitos motivos para usar nessa explicação toda sobre a minha conversão, mas há um que é o centro de tudo: O que eu pensava sobre Jesus, pois eu havia ouvido que com Jesus tudo fica ainda melhor, ainda mais saboroso, bem menos doloroso e com muito mais esperança e fé. Ouvi que com Ele as lutas continuariam, mas seriam mais fáceis de atravessar, e que as alegrias seriam ainda mais intensas. Então foi por isso que eu tive coragem de levantar as mãos no dia 13 de agosto de 2006 e dizer sim a esse tal de Jesus, que eu só conhecia de ouvir as pessoas falarem ou das poucas passagens bíblicas que já tinha lido, mas que formava em mim uma opinião muito concreta sobre Ele, mas errada. Totalmente errada.

Eu apenas conhecia um Jesus que estava pregado na Cruz, em fotos penduradas nas paredes e que havia passado pela terra pregando um sermão bem atrasado pros tempos de hoje e cheio de erros entre os seus registros feitos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Esse era o Jesus que me apresentaram durante a vida, a faculdade e por aí vai, mas algo naquele dia 13 estava diferente no que eu ouvia. Não sei se na forma como o pregador falou, ou se eu estava com o coração pronto para novas descobertas, mas a verdade é que naquele dia eu comecei a conhecer um novo Jesus.

Sabe aquele colega novo do trabalho que o chefe apresenta cheio de qualidades e com o sorriso no rosto, mas que no fundo você sabe que não conhece a peça e que ele talvez nem seja tão gentil e educado quanto parece no primeiro encontro? Pois bem. Essa foi a minha primeira impressão: Jesus me pareceu muito simpático e poderoso, porém eu O queria conhecer por mim mesma. Como fazemos com os colegas novos de trabalho, eu queria saber que erros eram esses que apresentavam os 4 evangelhos que muita gente fala e onde eles estavam. Então uma fome e sede de conhecer mais de Cristo invadiu o meu coração e eu comecei desesperadamente a ler sobre Ele na Bíblia, em outros livros, e fui aprofundando meu conhecimento sobre Deus e Seu Espírito Santo, mas por quê? Porque se nada fosse de verdade, pelo menos conhecimento eu havia adquirido. (Risos) Nenhuma leitura é tempo perdido. E a cada leitura eu percebia que não sabia mesmo nada verdadeiro sobre Ele, apenas achava que conhecia e muita coisa deixou de fazer sentido pra mim. Agora o meu mundo tinha virado de pernas pro ar e eu precisa de ajuda para organizar. E essa ajuda veio do Alto.

Quanto mais o tempo passava e coisas sobre Ele eu descobria, mas eu amava esse Cara e desejava viver como Ele me ensinava. Quanto mais eu andava com Ele, mais eu desejava andar para Ele e descobria que tudo é Dele. E quanto mais descobria que tudo era dEle, me dava conta de que eu também era e que Ele era a solução para tudo. Tudo que eu enfrentava e para todas as coisas do mundo. E foi assim que eu decidi viver por Jesus e jamais sem a Sua companhia.

Sabe a minha vida que estava de pernas pro ar? Na verdade ela já estava bem antes das minhas leituras sobre quem era Jesus. Já estava de pernas pro ar fazia tempo e nem mesmo eu havia percebido, até esse encontro com Deus.

O ano de 2006 era pra ter sido um ano espetacular e foi, aos meus olhos até ali, porque estava sendo um ano fantástico. Com muitas farras, bebidas, diversão que não me faltavam quase todos os dias. Eu e meus colegas saíamos da faculdade, mesmo antes das aulas acabarem, para tomarmos cerveja e comermos acarajé no bar mais próximo do campus. Era uma rotina sensacional e cheia de risadas e brincadeiras. Sempre com diversão garantida e garantido também o semestre da faculdade, mas quando voltava pra casa, aquela casa lá na rua da Água Suja em Itapuã, da qual falei no post anterior, lembra? Então! Quando pra lá voltava encontrava uma casa vazia e já não havia barulho do bar e conversa com amigos. Eram somente eu e a casa. Então eu descobri uma forma de não ficar mais sozinha e antes de subir, pois morava em um primeiro andar, comprava uma garrafa de vinho, daqueles mais vagabundos que você possa imaginar, e me dirigia para frente da televisão para ver a novela da época. Eu me teletransportava para dentro daquela história e vivia a tristeza da personagem principal. Foram meses assim e ninguém sabia. Eu achava que estava tudo bem tomar uma garrafinha de vinho todo dia para me ajudar a dormir, afinal eu estava sozinha e era um tédio ficar sozinha.

Hoje, digo hoje a pouco tempo, eu descobri que eu estava sofrendo uma depressão profunda. (E mais na frente vou contar como descobri essa façanha.) Que só amenizava com a bebida, cigarro, mais de 2 carteiras por dia, e a companhia da galera. Nessa época, quando a galera da faculdade não podia sair comigo, eu arranjava outros amigos para me fazerem companhia. Amigos em Salvador era o que não faltava. Porque eu não era a menina vagabunda da turma, nem a drogada e muito menos a coitadinha. Eu era a Laina: a menina gente boa que todo mundo queria por perto por causa da sua alegria, simpatia e dança, porque eu amo dançar e isso não mudou, eu era uma excelente companhia. Eu era muito gente boa pra todo mundo, e não desejava que ninguém me visse como aquela chata que estava afundando nas minhas dores. Por isso mantinha o sorriso no rosto e o rebolado na cintura, mas pasme! Eu tinha muitas dores. Feridas na minha alma que estavam abertas e eu fazia de tudo pra esconder com o curativo da farra, mas nesse tempo os curativos já não estavam a fazer nenhum efeito. Era precisava de um remédio que funcionasse de verdade. E esse remédio foi Jesus.

Eu ainda vou contar quais são essas dores e como elas foram sendo curadas uma a uma, cada uma no seu tempo. E como Deus fez isso com Seu amor e infinita misericórdia. Será uma outra aventura. Hoje quero apenas deixar aqui, que assim como eu, se você também tem muitas dores e feridas na alma que somente você conhece e luta com elas, Jesus pode te ajudar a ganhar essa guerra e eu posso te garantir que será muito mais fácil do que tem sido enquanto você luta sozinho. E foi por descobrir isso que eu me decidi por Jesus. Porque eu estava cansada de lutar sozinha e não sair do lugar. Viver com sorriso o rosto, mas sem alegria no coração. Eu decidi viver plenitude de vida, fosse com lutas ou sem lutas, mas com verdade, coragem e fé. Eu estava não somente cansada de sofrer sozinha, mas de me alegrar também. Sim, até as minhas alegrias eram apenas minhas. Vai entender! (Risos)

E você, o que vai decidir hoje? Quer aceitar esse desafio de viver com o Espírito Santo ao seu lado sendo seu melhor amigo?

Então faça comigo essa pequena oração: “Pai, em nome de Jesus eu me arrependo dos meus pecados. Reconheço que Jesus é o único e suficiente Salvador. Escreve meu nome no livro da vida, pois eu quero ter o Seu Espírito Santo em mim para me guiar e direcionar em meu caminho a partir de agora. Em nome do teu filho Jesus, eu oro.”

Mesmo que você já tenha feito essa oração antes, vale sempre a pena reforçar a nossa entrega a Deus.

Sei que você quer saber tudo sobre mim de uma vez só, mas seria muito cansativo contar toda minha história em apenas uma postagem, mas prometo que você descobrirá todos os meus segredos e experiências com Deus e que elas serão bençãos em sua vida.

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