“Agora ando com Ele” – Por Pastora Laina Aguiar

Sem querer voltar no tempo, mas isso será impossível diante de todos os fatos que tenho para partilhar, vamos voltar mais uma vez em 2006.

Bem, você já sabe que conheci Jesus, me decidi por Ele neste ano, mas agora quero contar como foi começar a andar com Ele. Foi exatamente no mesmo ano. Tudo entre nós dois foi muito rápido e intenso. Eu tinha sede dEle e Ele amor para me oferecer.

Como falei, comecei a ler e estudar sobre esse Jesus; e assim percebi que a igreja em que eu estava não era exatamente o lugar onde eu me encaixaria para continuar a aprender sobre Deus e Seus ensinamentos, pois a ênfase dos assuntos ministrados não eram mentira, mas não eram os que eu precisava naquele momento. Eu queria conhecer mais do amor de Deus e só.

Então, em um certo domingo, numa reunião de bar, ainda, com os amigos, no mesmo mês em que me converti, mas que já não bebia cerveja, então tinha uma lata de refrigerante nas mãos, fui surpreendida por um dos amigos que também estava na mesa com um refrigerante nas mãos, dizendo que precisava se retirar, pois tinha um compromisso às 17 horas, em Vilas do Atlântico. Em meio a gozações e risadas, eu perguntei porque ele tinha que ir embora. A resposta foi fascinante e era tudo que eu desejava ouvir. Baixinho, bem baixinho, quase sussurrando ele respondeu: – tenho um culto numa igreja por lá. Você que ir comigo? – Eu? Perguntei. E antes que ele dissesse mais alguma coisa, eufórica, anunciei a minha ida com ele. Os amigos presentes não entenderam muito bem, ficaram tirando sarro da minha cara, que eu já não era mais a mesma e se eu perderia o feijão de Mamão, bar que estávamos naquele dia e que tem o melhor feijão e a melhor lambreta da região, diga-se de passagem. Sem querer fazer propaganda por aqui.

Que feijão? Que lambreta? Que cerveja? Eu queria era Deus!

Ele era tudo que fazia sentido naquele momento e sem dar ouvidos, levantei da mesa, paguei a minha parte da conta e entrei no carro com meu querido amigo, irmão e padrinho de casamento (eu, madrinha dele e ele e sua querida esposa Daiane Cedraz do nosso), Carlos Sobrinho. Porém, tudo isso foi uma grande surpresa. (Gargalhadas). Apesar de sermos amigos, antes mesmo de sermos amigos de Deus, não havíamos compartilhado a decisão de seguirmos a Jesus. Então o caminho de Itapuã até Vilas do Atlântico foi muito mais longo, divertido e ansioso do que esperávamos. Tínhamos muito o que falar. E fomos todo o caminho contando como havia sido a nossa experiência em conhecer a Cristo. E é sempre muito bom ouvir relatos de como as pessoas se encontram com Ele.

Assim, este domingo, que sinceramente já não lembro a data exata, mas sei que foi em Agosto, marcou uma nova etapa dessa caminhada. Conhecer a Igreja Batista de Vilas do Atlântico mudaria a minha fé, e amadureceria a minha jornada nessa maravilhosa decisão de andar com Deus. Nesta igreja aprendi sobre o amor de Jesus, seu sacrifício, sua entrega, sobre perdão e sobre redenção. Uau! Quantas coisas boas aprendi lá, mas vamos voltar ao, no minimo, misterioso domingo do qual falávamos.

Quando cheguei à Igreja, lembrei que já havia passado ali, em um daqueles cultos que meu primo Marcio Henrique havia me levado, mas que eu não havia entendido ainda toda a alegria de andar com Cristo, e era como se entrasse ali pela primeira vez. A igreja era linda. Linda em sua estrutura física e no aroma de paz que exalava desde a galeria até a sua porta de entrada e nos inundava o coração e confirmava que eu estava no lugar certo. A palavra ministrada, sinceramente não me lembro, mas lembro do impacto que ela teve em mim. Parecia que eu nunca havia levantado a mão para dizer sim a Jesus, e eu novamente repeti o ato e fui ao Altar mais uma vez para confirmar. Quero aproveitar para dizer que não importa quantas vezes você faz isso, apenas faça até ter certeza de que agora você entendeu o porque de fazer.

A caminhada com Jesus é muito simples. Eu é que estava tentando complicar, por tudo que já havia escutado e sobre tudo que eu tinha medo de ter que abrir mão. Afinal de contas, eu amo dançar forró, festas juninas, fazer farra com meus primos e viajar em junho para dançar até o sol raiar. E segundo o que haviam me dito, eu nunca mais poderia dançar quando eu me tornasse uma crente. Nunca mais poderia juntar-me com os primos para fazer uma roda de som e todos os meus amigos passariam a ser uns verdadeiros bobos e desinstruídos, porque eu achava que todo crente era burro, fanático e muito sem graça. E a lista do que eu teria que abrir mão era infinita. Que medo! que medo que eu tinha de virar crente. (Risos). Até verdadeiramente decidir ser uma e descobrir que afinal de contas, de verdade, agora que eu ando com Ele tenho muito mais opções de diversão e alegria do que tinha quando andava sozinha. Ah! E os meus amigos são em sua maioria médicos, nunca ganhei tantos amigos médicos, e nas mais diversas áreas de atuações,(risos), arquitetos, engenheiros, desenhistas, advogados, biólogos, jornalistas, professores universitários, RI e por aí vai. Então descobri mais uma coisa: que crente não é tão burro e ignorante quanto me falavam.

E aí é que entra um dos versículos que eu gosto muito da Bíblia: “Como, pois recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nEle, arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando ação de graças. Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” (Cl 2:6-8)

Quando andamos verdadeiramente com Cristo percebemos que tudo que nos ensina a Bíblia sobre o que se pode e não fazer tem haver com amor. Sim! Amor de um Pai que se preocupa com Seus filhos e adverte-nos para que não façamos nada que leve-nos a machucarmo-nos e errarmos, entristecendo assim o Seu maravilhoso coração. E isso me traz à memória algumas vezes, onde meu pai (Assis), me repreendia e ditava algumas regras na minha infância. Muitas delas eu não suportava, mas hoje percebo que havia um propósito para aquela regra de estudar até tarde quando havia uma prova no dia seguinte, ou de estudarmos e levarmos a sério o Colégio Militar de Salvador, que todos sabem bem quão rigoroso é, mas hoje eu vejo o quanto tudo isso era apenas para o meu bem. Um resguardo para que eu não afundasse a minha vida, já que tão pequena e infantil ainda não sabia cuidar de mim, ao ponto de discernir o certo e o errado. As regras de painho eram necessárias, gostasse eu ou não. Então, hoje quando vejo Deus me dizer para não fazer algo, eu analiso e sempre acabo concordando com Ele e obedecendo. Me alegrando em poder conhecer a Sua vontade e ter o privilégio de obedecer, sabendo que serei poupada de um estrago feio no futuro, por causa do Seu infinito amor por mim.

Então, agora ando com Ele e andarei para toda a eternidade. Na certeza de que toda vez que eu quiser acertar sem me machucar ou machucar alguém basta perguntar: Espirito Santo, o que fazer aqui?

Ah! Não fique confuso, ainda falarei mais sobre o meu aprendizado na Igreja Batista de Vilas do Atlântico (IBVA) e dos amigos/irmãos que fiz por lá. Esse Blog está apenas a começar. Ainda há muitos fatos legais da minha andança com Deus para partilhar.

E sobre andar com Jesus, o que você achou? Eu tenho achado a melhor coisa do mundo e em todo tempo.

Não perca mais tempo. Faça comigo essa pequena oração: “Pai, em nome de Jesus eu me arrependo dos meus pecados. Reconheço que Jesus é o único e suficiente Salvador. Escreve meu nome no livro da vida, pois eu quero ter o Seu Espírito Santo em mim para me guiar e direcionar em meu caminho a partir de agora. Em nome do teu filho Jesus, eu oro.”

Mesmo que você já tenha feito essa oração antes, vale sempre a pena reforçar a nossa entrega a Deus.

E como sempre tem sido, segundo a vontade dEle, amanhã estaremos de volta e eu espero você.

Se você gostou desta mensagem e acha que ela vai edificar outras vidas, partilhe! É grátis. 🙂

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